 |

exercícios para vitalidade
óssea
desenvolvidos por Ruthy Alon
Veja os profissionais credenciados a trabalhar
com esta técnica no Indicador Profissional...
O osso que não é duro de roer.
Entenda como tratar de sua estrutura óssea e viva bem!
Será que é possível tratar as doenças relacionadas
aos ossos, de maneira distinta das habituais? A percepção
corporal e da pressão que exercemos sobre nossos ossos e músculos
pode ajudar no combate às doenças ósseas?
Para tentar responder a essas perguntas e buscar o caminho da vitalidade,
através da inovação, a Associação
Feldenkrais® do Brasil reuniu um grupo de profissionais
da área de saúde, que desenvolveu um projeto de pesquisa
sobre os efeitos da prática dos exercícios para a vitalidade
óssea no tratamento da osteoporose e da osteopenia.
A idéia partiu da psicóloga Márcia Martins, uma
das fundadoras da AFB. Junto com duas fisioterapeutas, Mariângela
Villafranca e Maria Cristina Rodrigues; do ortopedista Antônio
Makishi; contribuições de uma nutricionista e de um professor
de física. Este projeto, iniciado em setembro de 2001, teve por
objetivo analisar as alterações da evolução
das doenças que atacam os ossos e desenvolver um tratamento complementar
ou alternativo para as mulheres que sofrem desse mal.
Foi depois da participação na Oficina Ossos Para Viver®,
de Ruth Allon, que a intenção de trabalhar a percepção
corporal para a vitalidade óssea foi tomando forma. Já
que podemos trabalhar com os ossos para o desenvolvimento do corpo no
espaço, por que não buscar alternativas por intermédio
dos exercícios de educação somática, para
os problemas que afetam nossa sustentação? A pesquisa
pretendeu mostrar uma maneira eficaz e prazerosa de prevenir as doenças
ósseas. É o que você vai ver nessa conversa com
as duas fisioterapeutas, que estiveram à frente desse trabalho:
Como surgiu a pesquisa e por que as doenças ósseas
como objeto de estudo?
Mariângela e Cristina - A idéia dessa pesquisa surgiu logo
depois da vinda da Ruthy ao Brasil, quando participamos da Oficina de
Ossos Para Viver®. Trabalhávamos durante as aulas
com a percepção da pressão que exercemos sobre
nossos ossos e como, equilibrando essa força, podemos obter movimentos
mais íntegros. As doenças que afetam os ossos, como a
osteoporose e a osteopenia desenvolvem-se e evoluem também pela
falta de uso ou o uso indevido dessa estrutura que, com o tempo, e sem
o devido cuidado, vai enfraquecendo. Então, por que não
ensinar às pessoas a descobrir caminhos para o fortalecimento
dos ossos, através de exercícios completos, que têm
como objetivo dar liberdade de expressão ao corpo?
Quem participou dessa pesquisa?
M & C - Trabalhamos com mulheres de 40 a 75 anos. Algumas faziam
reposição hormonal convencional, outras, tratamentos fitoterápicos
e há ainda as que não se submetiam a nenhum tipo de tratamento.
Qual o objetivo desse trabalho? E qual o resultado esperado?
M & C - Pretendiamos oferecer um complemento ou uma alternativa
aos tratamentos convencionais da osteoporose e da osteopenia, trabalhando
o paciente para que ele desenvolve-se uma percepção corporal
capaz de retardar, paralisar ou até mesmo prevenir a evolução
dessas doenças ósseas. É importante entender que,
nem sempre, caminhadas e exercícios aeróbicos constantes
são eficazes no combate a essas doenças, isso porque você
pode fazer todos os exercícios possíveis, mas sem utilizar
a pressão adequada sobre os ossos, não só não
obtém os resultados desejados, como pode deteriorar o quadro.
Nossa intenção era que, com esses exercícios para
vitalidade óssea, essas mulheres pudessem utilizar, de maneira
equilibrada, suas estruturas corporais, balanceando a pressão
que envergam sobre os ossos e melhorar não só a força
óssea como a qualidade de vida de cada uma delas. É a
busca de melhor tonicidade e da percepção do nosso corpo
no espaço, o contato dele com o chão e a descoberta do
papel dos ossos nessa trajetória. São exercícios
que convidam à descoberta de nossos movimentos, de nossa relação
com a vida, com as pessoas, a postura que temos diante das situações.
Porque, sem dúvida, o olhar que adotamos sobre nós e sobre
o mundo reflete a saúde de nosso corpo e é responsável
por nosso bem-estar.
Quais foram as etapas da pesquisa?
Durante 12 meses fizemos aulas semanais e nos 6 meses seguintes tivemos
mais 3 encontros de acompanhamento.
As etapas foram:
1 - avaliação individual: histórico pessoal com dados médicos distúrbios
orgânicos/doenças exames como densitometria óssea; histórico de hábitos:
alimentares, motores, sociais ...;. avaliação do andar e inventário
SOMA
2 - aulas práticas em sala e em espaço público
3 - orientação alimentar com nutricionista
4 - reavaliação individual e posterior devolutiva individual e em grupo
Qual foi o resultado obtido?
Constatamos que as mulheres obtiveram mudanças significativas no
realinhamento corporal, no mecanismo de transmissão dos estímulos dos
pés à cabeça, nos apoios dos pés, na agilidade e na coordenação dos
movimentos corporais, numa melhor adequação do tônus muscular.
Essas mudanças conquistadas foram incorporadas, por essas mulheres,
aos novos hábitos adquiridos, por ex. a caminhada, com a conscientização
e incorporação dos mecanismos do "bom andar".
Sintomas como dores na coluna, cansaço,
dificuldades respiratórias e câimbras desapareceram.
Nas densitometrias ósseas realizados
no final do trabalho, não foram registradas alterações significantes.
Desde o início foi colocado para os integrantes que a proposta para
o grupo era a apresentação e exercitação de movimentos que estimulassem
a vitalidade óssea, onde a valorização da densitometria óssea não ocupava
o lugar central da proposta.
Esse trabalho de pesquisa foi detalhadamente documentado. Cada integrante
teve uma pasta individual. As caminhadas tiveram registros pessoais
e foram documentadas em vídeo. As autoavaliações foram documentadas
assim como todo conteúdo das aulas. As anotações e depoimentos
pessoais também foram registrados.
Atualmente estamos trabalhando na organização de todo esse material
na forma de "Estudos de Casos", para posterior apresentação pública.
|